Hoje acordei e disse: "Vou visitar o Rodoanel". Afinal é uma obra-viária sem precedentes, com um investimento total de R$ 6 bi.
Pé na estrada! Peguei a Via Anchieta. Quando cheguei no acesso a placa mais confundia do que explicava. Perdi a entrada. Tive que fazer o retorno no Riacho Grande e acessar pela pista sentido São Paulo. Cheguei no Rodoanel e confesso que fiquei impressionado de início pela grandiosidade da obra. Asfalto novinho, faixas reluzentes, velocidade de 100km/h (com radares operando!).
Um mastro estaiado próximo da Imigrantes, viadutos, acessos... O começo, de fato, impressiona, mas conforme vamos rodando, vamos percebendo algumas situações:
- Retorno: Vi poucos. Da Anchieta até a divisa entre Osasco/Carapicuíba, conta-se uns 5, no máximo!
- Telefones de Emergência: INEXISTENTES, assim como o sinal do meu celular. Ou seja, reze para o carro não quebrar e, se quebrar, que o socorro venha no mesmo sentido que o seu, pois o retorno é longe!
- Sinalização: Razoável, pois acredito que ainda estão implantando;
- Atendimento ao Usuário: Vi apenas um posto da DERSA e da PMRv, o restante do trecho é monitorado por câmeras no alto de postes ao longo do trajeto.
Por enquanto (por enquanto) o Trecho Sul está livre de pedágios, porém as praças já estão em construção nos acessos à Imigrantes e Anchieta e no acesso à Mauá, no final da obra. A tarifa deve ficar nos mesmos R$ 1,30 cobrados no Trecho Oeste, trecho entregue à iniciativa privada em concessão.
Ainda existem canteiros de obras, principalmente na chegada à Embú. Algumas obras ainda necessitam ser implementadas. Os retornos são uma delas.
Flagrantes de Irresponsabilidade:
No sentido Trecho Oeste, no acesso à Imigrantes um motoqueiro (sempre eles!) andando na contramão. O dito cujo deve ter percebido a grande asneira que fez e, ao perceber que não tem retorno próximo, resolveu seu problema da maneira mais fácil. Sorte a dele não ter dado de cara com uma carreta.
Falando em carreta, no sentido Mauá um motorista imprudente (sempre eles!) trafegava sem nenhuma culpa pela faixa da esquerda, costurando e fechando os demais motoristas e em alta velocidade. Para se ter uma idéia eu estava a 100km/h, velocidade da via, e o nosso "amigo irmão caminhoneiro" pedindo passagem na esquerdona a mais de 100km/h. Sorte dele (e nossa), nada de grave ter acontecido.
Meio-Ambiente:
Percebi uma preocupação com o meio-ambiente. Às margens da rodovia, podemos perceber a vasta mata-atlântica e aves de diversas espécies. Foram priorizados viadutos e pontes para preservar os mananciais e as margens das represas Billings e Guarapiranga. Nas fotos acima vê-se o represamento da água barrenta, impedindo seu contato com a represa, evitando a contaminação. Por outro lado, já se pode ver as grandes estruturas de terminais logísticos se erguendo ao longo da via. Sinal de exploração talvez irregular da mata.
Espero que tenham gostado!
Abraços,
Léo Domingues